Mais uma noite vivida a três, não no sentido literal da palavra, mas desde já digo que não há nada, nem ninguém, que me tire uma boa noite passada, com as minhas duas melhores amigas, na serenidade de uma casa, com uma boa lareira e muito chá quente para um bom prolongamento de conversa, sem tabus e preconceitos. Vocês bem o sabem, são sem dúvida as minhas confidentes, as minhas irmãs e muitas vezes a minha mãe.
Em várias conversas, perdemo-nos muitas vezes em diálogos do nosso “homem perfeito”. Hoje, recordei-me do nosso sábado passado, no qual qualquer homem que entrou e alguns dos que querem entrar, na nossa vida, foram sem dúvida alguma, injuriados, pelas críticas que lhes fizemos. Foi então que me questionei, será que há mesmo um “Jude Law” para nós? Comecei então a imaginar o meu “homem perfeito”: alto, moreno, sensual, bonito, elegante, fiel, inteligente, bem-humorado, amigo, atencioso, bom amante, confidente…alguém que quando chegar será capaz de estremecer o meu mundo e todas as certezas que me acompanham.
O tempo passa e quanto mais espero mais desespero, deveria dar mais ouvidos aquela pessoa que me diz vezes intermináveis, para olhar mais à minha volta e não estar tão presa no meu mundo, do qual fazem parte alguns “Jude Laws” que apenas magoam. E tem a sua razão!
A verdade é que muitas vezes damos por nós a comentar, apenas a parte física desses homens que nos enchem as medidas, mas no fundo não passam dum poço sem água e revelam-se autênticas desilusões. Infelizmente, todas nós caímos no erro dos querer conhecer melhor.
Da nossa conversa pode concluir, que essas criticas não são mais do que a nossa grande fantasia, de encontrar um “ideal” de homem, sei que não somos superficiais, porque não valorizamos apenas a beleza, só em corpos esculpidos, olhos azuis e cabelos loiros.
Contudo, dei por nós a falar de uma beleza, que muitas vezes nem nos apercebemos que existe, mas que todos os dias está à nossa volta. A beleza das pequenas coisas, dos gestos. Sem querer cair em cliché, aprecio, acima de tudo, a beleza de carácter, a beleza interior das pessoas, aí sim, com toda a minha sensatez, distingo o bonito do feio.

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